quinta-feira, 21 de julho de 2016

Azul com voos regulares para o Uruguai

A Azul inaugurou no dia 1º de julho a rota Porto Alegre - Montevidéu, aproveitando que a Gol cancelou a rota recentemente. O que já não era mais lucrativo para a Gol e seu Boeing 737, pode ser para a Azul  com o seu ATR-72-600, já que a aeronave tem menos assentos e menor custo de operação. A aposta parece ter dado certo, a companhia já anunciou que a rota será diária a partir de 4 de outubro. Até lá será operada quarto vezes por semana.
Já pensando no próximo verão, a Azul solicitou autorização para operar em Punta del Este, em voos regulares temporários, a partir de Campinas e Porto Alegre.
Outra novidade no mercado internacional é o "Sky Sofa", que começará a ser vendido em agosto. Inspirada no "Skycouch" da Air New Zealand, a Azul oferece aos passageiros da classe econômica premium a possibilidade de transformar as quatro poltronas no meio da aeronave em uma superfície plana, que pode ser usado como cama.
Já no mercado nacional a companhia se prepara para receber os Airbus A320neo, que irão operar em Campinas, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Belém, Manaus, Porto Seguro, Fortaleza, Natal, Aracaju, Maceió, João Pessoa e Boa Vista, a partir de novembro. Apesar da chegada das novas aeronaves, a Azul vem buscando adequar a malha doméstica para a nova realidade do mercado, que vem registrando quedas consecutivas da demanda.
quinta-feira, 14 de julho de 2016

Boeing 737-7 MAX será maior

A Boeing está estudando a possibilidade de aumentar o tamanho da menor versão da Família B737MAX, o B737-7. O Boeing 737-7 MAX conseguiu apenas 60 encomendas de três clientes por enquanto, menos de 2% da carteira total da família de jatos. Desde o sucesso do Boeing 737-300, as companhias aéreas vêm demandando aeronaves com maior capacidade, o que explica a procura maior pelos membros maiores da Família B737 MAX.
A versão repaginada do B737-7 MAX será 1,93 m mais longa, podendo acomodar 12 assentos a mais. O B737-7 e B737-8 têm a mesma envergadura, mas o último tem uma asa mais grossa, permitindo armazenar mais combustível. O novo B737-7 terá a asa modificada, com maior capacidade de combustível para compensar o maior peso da fuselagem. O peso máximo de decolagem aumentará de 70,3 tons para cerca de 80,3 tons, exigindo o uso do mesmo trem de pouso reforçado do B737-8. A capacidade máxima do B737-7 será de 170 passageiros.
No entanto a Boeing não espera que essas modificações vão impulsionar significativamente a demanda do B737-7. O movimento parece ser motivado pela tentativa da Boeing de satisfazer as exigências dois maiores clientes do B737-7: a Southwest e a WestJet. O novo B737-7 MAX também terá maior vantagem sobre os competidores na aviação comercial, A319neo e Bombardier CS300, e na aviação executiva, Gulfstream G650ER.
As modificações no B737-7 MAX também não devem afetar o cronograma da Família B737 MAX. O primeiro B737-8 MAX deve ser entregue para a Southwest Airlines no segundo trimestre do próximo ano e o primeiro B737-7 MAX no segundo trimestre de 2019.
terça-feira, 12 de julho de 2016

Qatar Airways pretende adquirir 10% da Latam

A Qatar Airways pretende adquirir até 10% da Latam Airlines, por meio de um aumento de capital. Ambas as empresas fazem parte da aliança OneWorld. Segundo a Qatar, o investimento permitirá o aprofundamento da parceria com a Latam, incluindo novas oportunidades de conectividade com a Ásia e o Oriente Médio. As companhias esperam que essa transação seja concluída até o fim do quarto trimestre de 2016.
Em janeiro de 2015 a Qatar comprou 10% da IAG, dona da British Airways, Iberia e Aer Lingus.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Swiss é a primeira a operar o Bombardier CSeries 100

A Bombardier entregou hoje o primeiro C-Series no mundo para a Swiss. A companhia aérea será a primeira a operar a aeronave, com o primeiro voo previsto para o dia 15 de julho na rota Zurique - Paris. O CS100 irá substituir os antigos Avro RJ-100, que remontam à Swissair. Inicialmente os Avro RJ-100 seriam substituídos por aeronaves Embraer E-170 e E-195, porém depois de constantes prejuízos da recém criada substituta da Swissair, a encomenda foi cancelada. Os Avro RJ-100 só encontraram um substituto depois da compra da Swiss pelo Grupo Lufthansa. Após tornar a Swiss lucrativa, a Lufthansa anunciou a encomenda de 30 unidades em 2009.
A Família C-Series é a grande aposta da Bombardier para retomar as vendas, após o esgotamento da Família CRJ. Os C-Series possuem motores Pratt & Whitney PurePower PW1500G, que oferecem cerca de 10% menos consumo de combustível. Outros 10% de redução vem das tecnologias de última geração implementadas na fuselagem, totalizando cerca de 20% menos consumo de combustível, além de menor custo por passageiro e de manutenção. Os C-Series competem diretamente com o Airbus A319neo, Boeing 737-7 MAX e Embraer E195-E2.
No entanto a Bombardier têm encontrado dificuldade para arrumar compradores para a sua nova família de jatos. A empresa anunciou prejuízo de US$138 milhões no primeiro trimestre de 2016 e a injeção de cerca de US$2 bilhões do governo canadense. Segundo a Embraer, os aportes do governo canadense são um tipo de subsídio e criam uma situação de concorrência desigual. Em maio desse ano, a Embraer perdeu para a Bombardier a encomenda de até 125 aeronaves da Delta. Em junho a Air Canada finalizou a compra de 45 unidades da Família C-Series.
segunda-feira, 23 de maio de 2016

Nova geração dos E-Jets decola pela primeira vez

Decolou hoje o primeiro Embraer E190-E2, primeira aeronave da nova geração da Família E-Jets. O protótipo decolou hoje cerca de 13h em São José dos Campos e o voo inaugural durou cerca de 2 horas. O E190-E2 faz parte da Família E-Jets E2, a nova geração da Família E-Jets, lançada em 2013. O E190-E2 é do mesmo tamanho da versão anterior (E-190), já que esse modelo é a versão mais vendia da geração anterior, e está previsto para entrar em operação em 2018. O próximo será o E195-E2, ligeiramente maior que a versão anterior (E-195), se tornando a maior aeronave comercial já fabricada pela Embraer, que deverá entrar em operação em 2019. Por último será o E175-E2 também ligeiramente maior que o seu antecessor (E-175), previsto para entrar em operação em 2020.
Uma das principais novidades nos E-Jets E2 são os novos motores Pratt & Whitney PW1900G de última geração. Apenas os motores são responsáveis por uma economia de combustível de cerca de 11% em relação a geração anterior. Outra alteração visível são as novas asas, maiores e mais eficientes, gerando uma redução de 3,5% no consumo de combustível. Já uma mudança não visível é o novo sistema full fly-by-wire, contribuindo para uma redução de 1,5% no consumo de combustível.
quinta-feira, 5 de maio de 2016

Lan e Tam agora são Latam

A partir de hoje, 5 de maio de 2016, o Grupo Lan e o Grupo Tam iniciam o processo de unificação sob a marca Latam. Os sites das duas empresas foram unificados sob o domínio latam.com, hoje decolam os três primeiros voos comerciais com a marca Latam e treze aeroportos já apresentam a nova marca do grupo. O processo de unificação será gradual e está previsto para durar cerca de 3 anos. Apesar de gradual, o processo de unificação não ficou livre de inconveniências como por exemplo alguns serviços do Latam Fidelidade (ex Tam Fidelidade) que ficaram indisponíveis online.
As últimas novidades da Latam Airlines Brasil são o inicio da venda dos voos entre São Paulo e Johannesburgo, o fim dos voos entre Brasília e Miami e a estreia do A350 na rota entre São Paulo e Madrid.
Latam Airlines

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Delta vai adquirir até 125 aeronaves Bombardier C-Series

A Delta anunciou hoje a encomenda de 75 aeronaves Bombardier CS-100 com opção para mais 50 unidades. O acordo também inclui a possibilidade de troca para o modelo maior CS-300. As entregas estão previstas para começarem em 2018.
A encomenda da Delta é um ponto de virada para a Bombardier, que estava com grande dificuldades de encontrar comparadores para a sua nova família de aeronaves C-Series e como consequência está enfrentando dificuldades financeiras. A Bombardier fez uma aposta ousada ao criar os C-Series para competir diretamente com a Boeing e a Airbus no mercado narrow-body (aeronaves de corredor único). Apesar do programa ter alcançado especificações técnicas satisfatórias, a Bombardier não estava conseguindo atrair encomendas diante dos grandes descontos oferecidos pela Boeing e Airbus. A grande encomenda da Delta deve fortalecer a credibilidade da família C-Series e encorajar outras companhias a encomenda-los também. Atualmente a Bombardier conseguiu pouco mais de 300 encomendas para a nova família de jatos e a Swiss será a companhia aérea lançadora.

Latam apresenta a pintura nas aeronaves

A Tam e a Lan apresentaram hoje a nova pintura que une as duas marcas sob o nome Latam. A nova marca começará a ser visível a partir de maio, nos uniformes dos funcionários, placas de sinalização e o novo website (www.latam.com).  A primeira aeronave com a nova pintura será um Boeing 767-300ER (antes com as cores da Tam), que fará o voo inaugural no dia 1 de maio, do Rio de Janeiro para Genebra, para buscar a Tocha Olímpica.
No dia 5 de maio irão decolar os três primeiros voos comerciais das aeronaves com a pintura Latam: São Paulo - Santiago (B767 ex-Tam). Santiago - Lima (A319 ex-Lan) e São Paulo - Brasília (A319 ex-Tam). Também no dia 5 terá início a implementação da marca Latam em 13 dos aeroportos: Santiago, São Paulo, Rio de Janeiro. Brasília, Buenos Aires, Lima, Bogotá, Quito, Miami, Madrid, Guayaquil e Nova York. Ainda nos primeiros dias de maio, será lançado o novo site www.latam.com, disponível em seis idiomas. Outras novidades incluem uma nova revista de bordo e plataforma de conteúdo (Vamos/Latam), além do já existente Latam Entertainment.
A Latam espera que até o final do ano mais de 50 aeronaves já estejam com a marca Latam e que todas aeronaves da frota estejam com a nova marca até 2018. A pintura das aeronaves será de forma gradual, durante a manutenção de rotina das aeronaves.
O primeiro novo destino internacional a ser inaugurado com a nova marca deverá ser a rota São Paulo - Joanesburgo, inicialmente prevista para julho e adiada para novembro deste ano. Serão três frequências semanais com o Boeing 767.
sexta-feira, 8 de abril de 2016

Após 18 anos, Tam encerra operações com o Airbus A330

Nesse mês a Tam encerrou as operações regulares com o Airbus A330-200, após quase 18 anos de operação na companhia. Os últimos destinos regulares serviços por essa aeronave foram México, Assunção e Montevidéu. O A330-200 foi o primeiro wide-body (aeronave de fuselagem larga) operada pela Tam, que foi uma das primeiras companhias aéreas no mundo a operar esse modelo.

Foi em junho de 1997 que a Tam anunciou a encomenda de cinco A330 para inciar a sua expansão internacional. Na época a Tam ainda era uma companhia aérea regional, com uma frota baseada em Fokkers F-27, F-50 e F-100 e cerca de 16% do mercado doméstico. A companhia havia cogitado adquirir aeronaves A310, porém acabou escolhendo a mais recente aeronave Airbus da época. A estratégia da Tam para se consolidar no mercado internacional foi apostar num modelo de última geração com as mais recentes tecnologias da época e oferecer diferenciais no conforto e serviço de bordo em relação aos seus concorrentes. O A330 da Tam inaugurou uma nova era na aviação comercial brasileira, elevando o nível de conforto e serviço em voos internacionais para um novo patamar. Os A330 da Tam trouxeram itens inéditos no mercado brasileiro como telas individuais em todas as classes e assentos que reclinam 180º na classe executiva, até então isso era encontrado apenas na primeira classe. 

Os dois primeiros A330-200, PT-MVA e PT-MVB, chegaram no Brasil em novembro de 1998 e pousaram no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde houve uma grande festa promovida pela Tam. As duas aeronaves inauguraram a tradição de escrever a frase "The magic red carpet" (o mágico tapete vermelho) na parte da frente de todos os wide-bodies da Tam, fazendo referência ao tapete vermelho que era estendido para os passageiros que embarcavam nas aeronaves da companhia. Naquela época os A330-200 da Tam era configurados para 225 assentos, sendo 18 na primeira classe, 36 na executiva e 171 na econômica. Com a introdução dos assentos que reclinam 180º na classe executiva, o número total de assentos diminuiu para 208. A última configuração utilizada pela Tam tinha 223 assentos, sendo 4 na primeira classe, 36 na executiva e 183 na econômica.

A primeira rota do A330 da Tam foi entre São Paulo e Miami ainda em 1998, seguido pela rota São Paulo - Paris em 1999. Em 2001 a Tam iniciou a rota São Paulo - Frankfurt - Zurique, porém ela foi encerrada ainda em 2001, após os atentados terroristas de 11 de setembro. Com a crise no setor, alguns A330 foram alugados para a South African Airways e Etihad, que iniciou operações com os A330 da Tam. Em 2003 a Tam retomou o crescimento no mercado internacional, aumentando as frequências para Miami e Paris. Em 2005 chegou a Nova York, em 2006 a Londres e em 2007 a Milão, Frankfurt novamente e Madrid, todas rotas inauguradas pelo A330-200. Em 2011 a Tam chegou a operar 20 A330 simultaneamente. Mas o reinado do A330 estava chegando ao fim. O segundo wide-body operado pela Tam foi o MD-11, arrendados pela Boeing enquanto os B777 não chegavam, logo seguidos pelos A340-500 oferecidos pela Airbus, em 2007. Em 2008 chegaram os Boeing 767-300, que iriam ficar temporariamente na frota, e os primeiros Boeing 777-300ER, que passou a ser a maior aeronave da frota. O substituto dos Airbus A330-200 seriam os Airbus A350-900, encomendados originalmente em 2007, porém após a fusão com a Lan, em 2012, os planos mudaram. O Boeing 767 foi definido como substituto do A330 até a chegada dos A350. Em 2013 a Tam começou a receber os seminovos Boeing 767-300ER vindos da Lan para substituir os A330. Os B767 começaram a substituir os A330 nas rotas para os EUA (Miami, Nova York e Orlando), depois passaram para Europa, na rota para Madrid. A rota para Milão foi assumida pelo Boeing 787 da Lan e as rotas para Londres, Paris e Frankfurt já estavam sendo servidas apenas pelos B777. Em 2015 as rotas regulares do A330 firam restritas ao México, Montevidéu e Assunção. O último voo regular foi realizado pela aeronave prefixo PT-MVQ, partindo da Cidade do México e chegando em São Paulo no dia 4 de abril de 2016.


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Tap será a lançadora do A330neo


Após encomendar 53 novas aeronaves Airbus em novembro do ano passado, incluindo 14 A330-900neo, a Airbus anunciou ontem que a Tap será a primeira companhia aérea no mundo a operar o novo A330neo, no final de 2017. A Tap também será a primeira a operar o novo layout de cabine da Airbus, chamado "Airspace". Os destaques da nova cabine incluem uma nova área de boas vindas, novo sistema de iluminação LED com 16,7 milhões de variações de cores possíveis, maiores bagageiros, novos banheiros e entretenimento e conectividade de última geração.
A Tap também assinou um acordo com a Airbus para atualizar as cabines de seus atuais A330 e Família A320. O retrofit nos A330 inclui novos assentos na classe executiva e novo sistema de entretenimento, enquanto na Família A320 apenas novos assentos. O programa de retrofit da frota está prevista para começar no 3º trimestre de 2016 para a Família A320 e no 1º trimestre de 2017 para os A330 e deverá ser concluído até o final de 2017.
A Tap foi vendida para o consórcio formado por David Neeleman e Humberto Pedrosa, que ficou com 61% da empresa. Porém o governo de Portugal comprou novamente 50% da Tap e o consórcio privado ficou com 45%. Em março a Azul anunciou um investimento de US$ 100 milhões na Tap, o que dará o direito da Azul deter cerca 40% da companhia. O investimento decorre do acordo com a HNA Group em novembro de 2015, quando o grupo chinês se tornou acionista da Azul.
Segundo o consórcio, as mudanças na composição acionária da Tap não alteram o plano de expansão da companhia, que já anunciou o aumento de voos para Nova York, o inicio de voos para Boston, o corte de 11 frequências para o Brasil e um acordo de code-share amplo com a JetBlue. A Tap também já começou a instalar Sharklets na sua frota de A320 e a receber os ATR-72-600 e Embraer E-190 provenientes da Azul.
quarta-feira, 6 de abril de 2016

Alaska compra Virgin America

A Alaska Airlines anunciou ontem a compra da Virgin America por US$2,6 bilhões. Os rumores da venda da Virgin America já vinham ganhando força há algum tempo e a JetBlue era outra candidata forte para comprar a empresa.
Após a onda de fusões no setor, o mercado de aviação comercial dos EUA ficou concentrado nas três gigantes American, Delta e United. Juntas, a Alaska e a Virgin terão cerca de 280 e mais fôlego para competir com as gigantes. Porém a integração pode não ser tão simples. A Alaska usa uma frota de Boeings 737, enquanto a Virgin usa aeronaves da Família A320. A Alaska Airlines é uma companhia tradicional, mais próxima do estilo das gigantes. Já a Virgin America é mais nova e tem um espirito mais jovem, com aeronaves equipadas com sistema de entretenimento moderno, mood lighting e serviço de bordo premiado.
Apesar disso a Alaska não tem pressa. A empresa espera que a fusão só seja completada em 2017 e por enquanto as duas marcas vão continuar operando separadamente.
quinta-feira, 24 de março de 2016

Comfort vira Gol Premium

Desde que foi iniciada a parceira com a Delta, a Gol vem investindo em serviços diferenciados a bordo. Primeiro foi o experimento "Gol + Conforto" iniciado em novembro de 2013 na Ponte Aérea RJ - SP. Com o sucesso foi expandido para todas as rotas nacionais. O Gol + Conforto são as sete primeiras fileiras da aeronave, que possuem mais espaço entre si e 50% mais reclinação. Para adquirir esses assentos, o passageiro deve pagar uma taxa adicional. Para clientes Smiles Diamante e Elite o espaço é gratuito.
Já para os voos internacionais, a Gol tinha a "Classe Comfort", herdada da nova Varig. A partir da próxima sexta-feira, a Classe Comfort será substituída pela "Gol Premium", que vai oferecer basicamente os mesmos diferencias: prioridade no check-in, acesso à sala VIP, poltrona do meio bloqueada, mais espaço entre as fileiras, 50%¨mais reclinação, welcome drink, manta e travesseiro, produtos de higiene, banheiro exclusivo, compartimento de bagagem exclusivo, refeições quentes, bebidas alcoólicas e maior acúmulo de milhas.
A Tam possui um serviço parecido chamado "Espaço +", porém o beneficio é apenas um espaço maior entre as fileiras em troca de uma taxa adicional e é válido tanto para voos nacionais quanto internacionais.
A Azul também tem um serviço nesse estilo chamado "Espaço Azul". São as cinco primeiras fileiras do jatos E-190 ou E-195, com maior espaço entre si. Além do Espaço Azul, a companhia também oferece a possibilidade de bloquear o assento ao lado, garantindo assim que ninguém sente ao seu lado, num serviço chamado "Assento Extra Azul".
terça-feira, 1 de março de 2016

Depois da Premium Economy, a "Basic Economy"

Depois de investir em melhorias na Classe Executiva e na criação de uma classe entre a Executiva e a Econômica (conhecida como Econômica Premium), as companhias aéreas partiram para uma classe inferior a Classe Econômica. É a chamada "Basic Economy", lançada pela Delta Air Lines, possui tarifas mais baixas que a Classe Econômica tradicional, mas não permite upgrade, reembolso, remarcação e acumulo de milhas. Além disso o passageiro não pode marcar o seu assento antecipadamente, apenas saberá onde vai sentar após o check-in e é o último a embarcar.
A American Airlines e a United já anunciaram que pretendem introduzir uma "Basic Economy" até o fim desse ano. O objetivo é competir com as chamas companhias aéreas ultra low cost, low fare e atrair os passageiros muito sensíveis ao preço.
Se der certo, a diferença entre a Econômica e a Basic Economy pode ficar ainda mais evidente. Comenta-se que as companhias aéreas estudam introduzir outras restrições como tarifas para despachar bagagens, ausência de serviço de bordo e menor distância entre as fileiras em relação a Classe Econômica tradicional.

Latam inicia unificação dos programas de fidelidade

A partir de abril os seus programas de fidelidade da Tam e da Lan adotarão novos nomes: LATAM Fidelidade e LATAM Pass, respectivamente. A mudança faz parte do processo de unificação das duas marcas. Ainda em 2016 as primeiras aeronaves com a marca Latam devem começar a voar. Porém a união das duas marcas será um processo longo e durará cerca de 3 anos. Os sites das duas companhias continuarão os mesmos durante o período de transição. A unificação do sistema de reservas só deve ocorrer no final de 2016 ou começo de 2017. Apesar da mudança de nome, os programas de fidelidade das duas empresas continuarão separados durante o processo de transição. Apesar disso, a troca de nome já vem acompanhada de algumas mudanças como maior facilidade para solicitar upgrade de cortesia (para clientes black), número Fidelidade a partir do CPF e cálculo de pontos de acordo com as milhas percorridas em voos internacionais.

Atualização: 16/03/2016
Tam colocou no ar a prévia da nova versão do seu website. Entre as novidades estão o acesso rápido aos serviços mais demandados, o site funciona de maneira responsiva em dispositivos mobile como smartphones e tablets e é claro um novo layout visual, mais simples, elegante e moderno. Com este redesenho, a Tam espera que os visitantes possam encontrar mais rápido e entender a informação buscada de maneira mais facilmente. A prévia do site pode ser acessada em: https://beta.tam.com.br
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Participação no Mercado em 2015

Em 2015 o mercado nacional desacelerou novamente, refletindo a crise econômica vivida pelo Brasil. As companhias aéreas transportaram apenas 1% a mais de passageiros em relação a 2014. Entre as principais companhias no mercado nacional, apenas a Tam apresentou redução na oferta e na demanda de passageiros. Avianca, Azul e Passaredo ganharam participação, enquanto Gol e Tam perderam. A ocupação das aeronaves se manteve estável em 79%, o maior patamar nos últimos anos.
O mercado internacional manteve-se praticamente estável em 2015, crescendo 0,37% em relação a 2014. Porém as companhias brasileiras avançaram, puxado principalmente pela entrada da Azul nesse segmento, alcançando 25% (cerca de 3 pontos percentuais a mais que em 2014). A crise econômica enfrentada pelo Brasil atingiu mais fortemente os voos para os EUA, o que gerou uma redução na demanda das companhias americanas American, United e Delta. No total os voos para Europa também sofreram redução, mas as companhias apresentaram comportamentos diferentes. Enquanto companhias como Tap, Air France, Lufthansa e Iberia apresentaram queda na demanda, British, Alitalia, Swiss e KLM apresentaram crescimento.

Participação no mercado 2015
Empresa Milhões de passageiros (RPK) Ocupação das aeronaves Participação no mercado Crescimento 2015x2014
Mercado nacional
Tam 34,63 81% 36,69% -2,72%
Gol 33,90 78% 35,92% 0,51%
Azul 16,04 79% 16,99% 3,27%
Avianca 8,91 84% 9,44% 14,07%
Passaredo 0,75 74% 0,79% 43,80%
outras 0,15 62% 0,17% 9,22%
Total 94,38 80% 100% 1,12%
Mercado internacional
Tam 26,02 83% 20,34% 5,62%
American Airlines 12,52 74% 9,79% -5,65%
Air France/KLM 10,44 85% 8,16% 2,11%
Tap 9,63 81% 7,53% -9,57%
Grupo IAG 8,05 81% 6,30% 1,21%
Grupo Lufthansa 6,85 77% 5,36% -3,25%
Emirates 5,64 78% 4,41% -3,22%
United 5,47 73% 4,28% -8,67%
Copa 4,75 72% 3,71% -3,66%
Gol 4,50 72% 3,52% 3,56%
Azul 2,59 84% 2,02% 1754,90%
outras 31,48 79% 24,58% -3,38%
Total 127,94 79% 100% 0,37%

Tam: A Tam foi a única companhia brasileira regular que reduziu a oferta e apresentou queda na demanda de passageiros no mercado nacional. A estratégia da companhia é ajustar a oferta para manter uma taxa de ocupação ao redor de 81%. A companhia fechou 2015 com uma ocupação média das aeronaves de 81,39%. Em 2015 a Tam focou em fortalecer a conectividade em São Paulo, seu principal Hub, e Brasília, escolhido como o segundo principal Hub. No mercado internacional a Tam inaugurou novos voos para Miami, Orlando, Toronto, Punta Cana, Barcelona e Punta Del Este, mas também anunciou reduções nos voos para os EUA e o voo para Milão passou a ser operado pelo Boeing 787-8 da Lan. Durante o ano de 2015 a Tam recebeu novos Airbus A321, que substituíram principalmente os A320 no mercado nacional. A companhia também pretende manter por mais tempo que os A319 para iniciar novas rotas regionais. Para 2016 a Tam pretende receber mais A321, porém a oferta no mercado nacional deve se manter estável. No mercado internacional, 2016 deverá ser o último ano para os Airbus A330-200 e o primeiro para os A350-900, que deverão operar para Miami, Orlando, Madrid e Nova York. 

Gol: No mercado nacional, a Gol manteve a oferta estável e a demanda também ficou estável, porém cresceu um pouco mais que a oferta, fazendo a ocupação média das aeronaves subir para 78,03% em 2015. Apesar da intenção da companhia ser manter a oferta estável ou reduzir no mercado nacional, a Gol avança lentamente para a liderança do mercado e em 2015 menos de 1 ponto percentual separa a Gol da Tam. No mercado internacional, a Gol continuou com sua estratégia de expansão para conseguir mais receita em dólares, aumentando o número de frequências principalmente para Argentina e EUA, além de ampliar os acordos de code-share. Porém a crise econômica brasileira acabou afetando os planos da empresa, que foi obrigada a reduzir a oferta internacional e acabar com os voos regulares para os EUA. Em 2015 a companhia recebeu o primeiro Boeing 737-800 equipado com Scimitar Winglets, que reduz o consumo de combustível principalmente em voos mais longos. Apesar do ano conturbado, a Gol apresentou aumento de oferta, demanda e ocupação média das aeronaves em 2015.

Azul: Os tempos de altas taxas de crescimento ficaram para trás na Azul, pelo menos por enquanto. Depois de pisar no freio em 2014, a companhia começou a reduzir a oferta no final de 2015. A companhia apresentou sua participação no mercado em apenas 0,32 ponto percentual e diminuiu a ocupação média das aeronaves para 78,88%. Em 2015 a companhia aposentou todos os ATR-42, padronizando a frota com ATR-72, E-190, E-195 e A330. No mercado internacional a Azul iniciou 2015 com forte expansão e pretendia lançar voos para Flórida a partir de Belo Horizonte e São Paulo, além de voos para Nova York. Porém com a piora da economia brasileira, a companhia recuou e manterá apenas voos internacionais regulares a partir de Campinas. Depois do acordo de code-share com a Tap, a Azul anunciou que irá voar de Campinas para Lisboa. A Empresa também ampliou bastante o acordo de code-share com a United. O ano de 2016 promete grandes novidades para a Azul com a chegada dos primeiros Airbus A320neo, que permitirão a empresa competir diretamente com a Gol e a Tam nos aeroportos mais movimentados do país como Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont, Galeão e Brasília. A transferência de aeronaves para a Tap, permitirá a Azul reduzir a oferta no mercado nacional e "se livrar" de dois A330 que não serão usados devido a redução da malha internacional. 

Avianca: A Avianca vem diminuindo o ritmo de crescimento, mas continua crescendo bem mais do que suas principais concorrentes. Em 2015 a companhia aumentou em quase 1 ponto percentual a sua participação no mercado nacional, aumentando a oferta e a taxa de ocupação média das aeronaves. Nesse ano a companhia finalmente aposentou os Fokker F-100, substituídos pelos Airbus A320, padronizando a frota apenas com aeronaves Airbus. No mercado internacional a companhia ainda tem uma participação insignificante e os planos de lançar voos de longa distância com aeronaves A330 estão congelados. Porém a companhia ampliou bastante o número de acordos com companhias aéreas estrangeiras, principalmente da Star Alliance, aliança a qual faz parte.

Passaredo: A Passaredo foi a companhia aérea brasileira que mais cresceu em 2015, se beneficiando do acordo de code-share com a Tam, que aumentou a demanda e a ocupação média das aeronaves. O ano de 2015 quebrou um jejum de três anos sem novas aeronaves, nesse ano a Passaredo recebeu quatro ATR-72-500 antes operados pela Trip.

Companhias estrangeiras: O mercado entre o Brasil e os EUA foi o mais afetado pela crise econômica brasileira. Depois de anos de crescimento forte, pela primeira vez em muitos anos as companhias aéreas reduziram a oferta de voos. Todas as companhias americanas apresentaram redução da oferta e da demanda, porém a American Airlines manteve a liderança e conseguiu manter o mesmo nível de ocupação das aeronaves, já a Delta e a United viram a ocupação média cair em 2015. Porém as duas trouxeram novidades em 2015, enquanto a United trouxe o Boeing 787-8, a Delta trouxe o Airbus A330-300 para o Brasil. O mercado entre o Brasil e a Europa também foi afetado, mas as companhias reagiram de formas diferentes. A Air France-KLM ultrapassou a Tap e se tornou a líder do mercado, devido a redução forte da Tap e o aumento da oferta por parte da KLM. O ano de 2016 promete novidades para esse mercado. A Tap deverá aumentar o número de voos para o Brasil, a KLM irá trazer o Boeing 787-9 e a Swiss o Boeing 777-300ER.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Notícias rápidas - fevereiro/2016

Swiss recebe o primeiro Boeing 777-300ER
A Swiss recebeu no dia 29 de janeiro o seu primeiro Boeing 777-300ER, que passará a ser o novo "flagship" da frota. A aeronave é configurada com 340 assentos (8 na primeira classe, 62 na classe executiva e 270 na classe econômica). A aeronave traz novidades como internet de alta velocidade e interior redesenhado. O voo inaugural deverá ser na rota Zurique - Nova York. São Paulo deverá receber o B777 a partir de 1 de agosto. Outras cidades que receberão a aeronave são Hong Kong, Los Angeles, Bangkok, São Francisco e Tel Aviv.

Força Aérea Americana escolhe o Boeing 747-8
A Força Aérea Americana considerou que o Boeing 747-8 é a única aeronave fabricada nos EUA que atende totalmente as capacidades necessárias para executar as missões requeridas da aeronave presidencial. A USAF pretende adquirir até três unidades do B747-8, que irão substituir os atuais Boeing 747-200 (VC-25). A USAF chegou a cogitar o Airbus A380, mas acabou optando pelo Boeing.

ANA vai de Airbus A380
A ANA confirmou a compra de três A380, entrando para o seleto grupo de companhias aéreas que operam a maior aeronave comercial do mundo. A empresa receberá os aviões equipados com motores Rolls-Royce Trent 900 a partir de 2019.

Gol estende parceira com a Etihad
A Gol ampliou seu acordo de code-share com Etihad Airways e passará a oferecer passagens para Abu Dabi, Dubai e Al Ain no seu site. Posteriormente a Gol também irá oferecer outros destinos operados pela Etihad na Ásia, África, Oceania e Oriente Médio.

Avianca inicia code-share coma a Etiopian
A Avianca Brasil e a Ethiopian Airlines anunciaram um acordo de code-share. As duas companhias fazem parte da  Star Alliance.

Novidades em Congonhas
A ANAC derrubou a restrição que limitava a uma distância de 1,5 mil quilômetros os voos a partir do Aeroporto de Congonhas. A medida havia sido criada logo após o acidente da Tam, com o objetivo de reduzir a quantidade de operações locais. Já a Infraero busca parceiros privados para um projeto de ampliação do terminal de passageiros, que inclui a instalação de mais dez pontes de embarque e um segundo edifício garagem, com hotel e shopping, porém o limite de pousos e decolagens continua sendo definido pela ANAC.

Royal Air Maroc no Rio
A Royal Air Maroc irá estender o voo entre Casablanca e São Paulo para o Rio de Janeiro também. Serão três voos semanais, a partir de 3 de maio, e quatro, a partir de outubro.

Azul amplia presença em Recife
A Azul iniciará voos para 12 novos destinos a partir do Recife, ampliando as operações na cidade para 32 ligações diárias e 24 destinos. Além das novas rotas, a Azul irá voar entre Campinas e Recife com o Airbus A330-200 diariamente, a partir de 22 de fevereiro.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Boeing 737MAX faz primeiro voo

O Boeing 737 MAX 8 decolou hoje pela primeira vez. O B737 MAX 8 é a versão base da nova geração da Família Boeing 737, lançada em 2011. A Família 737 MAX incorpora novas tecnologias, refinamentos aerodinâmicos, novos winglets e novos motores LEAP-1B da CFM International, garantindo, segundo a Boeing, um consumo de combustível 20% menor do que a Família 737NG e custo operacional 8% menor em relação a Família A320neo. A expectativa é que a primeira aeronave seja entregue para a Southwest Airlines no terceiro trimestre de 2017.
Desde os anos 60, quando foi lançado, o Boeing 737 se tornou o jato comercial mais vendido do mundo. O 737 encontrou concorrentes formidáveis ao longo do tempo como o DC-9, MD-80 e BAC 1-11, mas nenhum deles conseguiu ameaçar a sua soberania. Tudo mudou nos anos 80, quando a Airbus lançou o A320, iniciando a maior disputa da história no mercado de narrow-body (fuselagem estreita). A verdade é que a Família A320 superou a Família Boeing 737NG e se tornou a aeronave mais vendida no mundo. No entanto os B737NG não estão muito atrás e ganharam um folego extra nesses últimos anos. Como a Airbus lançou a Família A320neo antes, a geração anterior está com números de encomendas e produção menor do que a dos B737NG. Aliás a transição do B737NG para o B737MAX será um desafio a mais para a Boeing, já que a produção dos B737NG estão em níveis recordes. Mas se por um lado a chegada tardia dos 737MAX deu um impulso nas vendas dos 737NG, por outro lado os B737MAX estão levando uma surra da Família A320neo, que está com 60% do mercado, ampliando a vantagem da Família A320 em relação ao Boeing 737.
O fato é que a Boeing nunca quis lançar o Boeing 737MAX, ela foi forçada a fazer isso depois que a Airbus lançou a Família A320neo. Ao invés de lançar um versão re-motorizada, a Boeing estudava lançar uma aeronave totalmente nova para substituir o Boeing 737. Se a Airbus continuar avançando no mercado narrow-body, a Boeing poderá ser forçada a lançar mais cedo uma nova aeronave para substituir os B737MAX, reduzindo o retorno sobre o investimento feito.

Família Airbus A320 e Boeing 737 (Dez/2015)
Fabricados Encomendas Total
Boeing 737-800            3.903                   889      4.792
Airbus A320            4.123                   608      4.731
Airbus A320neo                3.650      3.650
Boeing 737-8 MAX                2.081      2.081
Airbus A321            1.204                   544      1.748
Airbus A319            1.453                      79      1.532
Boeing 737-700            1.190                      52      1.242
Boeing 737-300            1.116      1.116
Boeing 737-200            1.115      1.115
Airbus A321neo                1.060      1.060
Boeing 737-900               412                   160          572
Boeing 737-400               488          488
Boeing 737-9 MAX                   417          417
Boeing 737-500               390          390
Airbus A318                  80            80
Boeing 737-600                  69            69
Boeing 737-7 MAX                      60            60
Airbus A319neo                      35            35
Boeing 737-100                  30            30
Família A320            6.860                1.231      8.091
Família A320neo                   -                  4.745      4.745
Boeing 737 Classic            1.994                       -        1.994
Boeing 737NG            5.574                1.101      6.675
Boeing 737MAX                   -                  2.558      2.558
Total Airbus            6.860                5.976    12.836
Total Boeing            8.713                3.659    12.372

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