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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Gol recebe o primeiro Boeing 737 MAX

A Gol irá receber nesse sábado o seu primeiro Boeing 737 MAX 8, matriculado PR-XMA. Segundo a Gol, o novo Boeing 737 MAX é 15% mais econômico e emite cerca de 40% menos ruído que os Boeing 737NG. O novo B737MAX permitiu à Gol acrescentar mais 9 assentos sem prejudicar a distância padrão que a companhia oferece. Mesmo assim, segundo a Gol, o Boeing 737 MAX 8 será capaz de gastar cerca de 8% menos combustível do que os Airbus A320neo usado pela Azul, Avianca e Latam.
As aeronaves Boeing 737MAX possuem mudanças estruturais, melhorias aerodinâmicas e novos Winglets. Porém a principal mudança são os novos motores CFMI CFM Leap-1B, que são os principais responsáveis pela economia de combustível em relação a geração anterior. A maior eficiência faz com que os Boeing 737MAX tenham maiores pesos de decolagem e maior alcance. Isso abriu caminho para a Gol retomar os voos para os EUA. A companhia pretende lançar voos a partir de Brasília e Fortaleza para Miami e Orlando.

Boeing 737 MAX 8 x Airbus A320neo:

Boeing 737 MAX 8

Comprimento:
 39,5 m
Envergadura: 35,9 m
Altura: 12,3 m
Peso máximo decolagem: 82 ton
Motores: CFMI CFM Leap-1B
Velocidade máxima: 
mach 0.82
Alcance: 6.510 km
Passageiros: 186 (Gol)
A320 Overall length
Airbus A320neo

Comprimento: 37,57 m
Envergadura: 34,10 m
Altura: 11,76 m

Peso máximo decolagem: 78 ton
Motores: CFM LEAP-1A ou P&W PW1100G
Velocidade máxima: mach 0.84
Alcance: 6.850 km
Passageiros: 165 (Avianca) / 174 (Azul e Latam)


O Boeing 737 no Brasil:










  • 1969: No dia 21 de abril, a Vasp recebeu o primeiro  Boeing 737 do Brasil, o PP-SMA. Essa aeronave voou no Brasil por nada menos que 35 anos! até que foi suspensa pelo DAC, em 2004, por falta de manutenção.
     
  • 1974: A Varig recebe o primeiro Boeing 737-200.
     
  • 1976: A Vasp atingiu uma frota de 23 aeronaves Boeing 737, a maior da América Latina até então.
     
  • 1985: O Boeing 737 passa o Boeing 727 e se torna o jato mais popular no Brasil.
     
  • 1986: Vasp e Transbrasil recebem o primeiro Boeing 737-300. Na época a discussão era a substituição do Electra II na Ponte Aérea RJ-SP. Vasp, Transbrasil faziam pressão para que o novo B737-300 pudesse operar no aeroporto Santos Dumont e quebrar o monopólio da Varig.
     
  • 1987: A Varig recebe o primeiro Boeing 737-300. A aeronave passou a ser a principal para voos domésticos.
     
  • 1988: A Transbrasil foi a primeira a operar o Boeing 737-400 no Brasil.
     
  • 1992: A Rio Sul recebe o primeiro Boeing 737-500 para competir com os Fokker F-100 da Tam.
     
  • 1993: A Varig passa a Vasp e se torna a maior operadora do Boeing 737 no Brasil.
     
  • 1998: A Varig foi a primeira na América Latina a receber o Boeing 737-700. Eles vinham com telas coletivas a cada três fileiras, competindo com os A319 que em breve chegariam na Tam.
     
  • 2001: A Varig recebe o primeiro Boeing 737-800 do Brasil e um dos primeiros no mundo com Winglets. Nesse ano o Grupo Varig atingiu a sua maior frota de Boeing 737, com 70 aeronaves em operação (40 B737-300, 4 B737-400, 20 B737-500, 4 B737-700 e 2 B737-800), fora 12 Boeing 737-200 que estavam fora de operação. Também foi nesse ano que a Gol começou a operar com aeronaves Boeing 737-700.
     
  • 2007: A frota de Boeing 737 da Gol superou 100 aeronaves. Também nesse ano a versão B737-800 passou a ser a principal aeronave na frota da empresa. Também foi o ano do 1º voo comercial do Boeing 737-800SFP, versão feita em conjunto entre a Boeing e a Gol, permitindo que a versão 800 opere no aeroporto Santos Dumont.
     
  • 2011: A Gol recebe o primeiro Boeing 737 com Sky Interior.
     
  • 2014: A Gol atingiu a maior frota de Boeing 737 no Brasil até então, 140 unidades. No mesmo ano, após quase 30 anos, o Boeing 737 deixa de ser aeronave mais popular no Brasil, sendo ultrapassado pela Família A320.
     
  • 2018: A Gol recebe o primeiro Boeing 737 MAX do Brasil.

Atualizado: 16/07/2018

No dia 16 a Gol anunciou a encomenda adicional de 15 unidades do Boeing 737 MAX 8 e a conversão de 30 unidades para a maior variante da família, o Boeing 737 MAX 10. Segundo a Gol, o B737 MAX 10 será capaz de oferecer mais de 30 assentos em relação a versão 8, gerando um custo por assento menor. A companhia pretende usá-lo em rotas de alta demanda e em aeroportos com restrições de slots. O B737 MAX 10 foi lançado em julho de 2017 e é o maior 737 de todos os tempos, capaz de transportar até 230 passageiros. Devido ao seu tamanho, o B737 MAX 10 precisará se saídas de emergência extras, asas modificadas e um conjunto de trem de pouso mais alto.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Latam pisa no acelerador

Desde a fusão da Tam com a Lan, em 2012, a promessa era que a união das então duas maiores companhias aéreas da América Latina fizesse com que a nova empresa tivesse força e escala para competir em pé de igualdade com as gigantes americanas e europeias. Porém o que se viu desde a criação da Latam foi o encolhimento da frota e a redução da malha, principalmente da unidade brasileira. A recessão econômica no Brasil atingiu em cheio a aviação comercial que amargou queda (RPK) de 4,6% no mercado nacional e 3,4% no mercado internacional de 2014 para 2016. Isso num setor que vinha crescendo mais de 10% a.a. nos últimos 10 anos.
Só na filial brasileira foram cancelados voos para Cancún, Punta Cana e Toronto, além do fim dos voos entre o Rio de Janeiro e a Europa e dos recém inaugurados voos internacionais a partir de Brasília. Porém além da filial brasileira, outras empresas do grupo também cancelaram voos, como por exemplo o fim dos voos para São Francisco.

Desequilíbrio desde o fim da Varig

Desde o fim da Varig, em 2006, a participação das companhias aéreas brasileiras caiu de 50% para 30%. Hoje os tempos são outros. Na época da Varig voos entre dois países tinham "cotas" divididas, em geral igualmente, entre companhias aéreas nacionais e estrangeiras. Por exemplo, nos voos entre os EUA e o Brasil a Varig e a Pan Am tinham a mesma quantidade de voo e praticamente a mesma oferta de assentos. Durante os anos 1970 e 1980 o mercado era basicamente divido 50% Varig e 50% Pan Am. Haviam outras opções como Braniff, Aerolineas Argentinas e até uns voos fretados da Transbrasil e Vasp, mas juntas não chegavam nem a 20% do mercado. 
A situação começou a mudar com a desregulamentação do setor nos 1990. Mais companhias aéreas estrangeiras começaram a voar e outras companhias brasileiras começaram a voar para o exterior regularmente. O preço das passagens caiu e mais pessoas passaram a viajar. O setor estava passando por uma profunda mudança, voar estava se tornando algo popular. Quem não conseguiu se adaptar faliu o foi comprado. A mudança do setor forçou as companhias aéreas se unirem para sobreviver. Primeiro vieram as alianças globais Star Alliance, SkyTeam e OneWorld. Depois os grupos aéreos como Grupo Lufthansa, Air France-KLM e IAG
Resultado: antes da Varig competia com a Lufthansa, companhia aérea alemã com cerca de 300 aeronaves e com voos para o Brasil na rota Frankfurt - São Paulo e Rio de Janeiro. Agora a Latam compete com o Grupo Lufthansa com cerca de 700 aeronaves e voos para o Brasil na rota Frankfurt - São Paulo e Rio de Janeiro e Zurique - São Paulo e Rio de Janeiro.
E a competição tende a aumentar ainda mais com os acordos de "céus abertos", que foi implementado recentemente entre o Brasil e os EUA. Agora as companhias aéreas americanas e brasileiras podem fazer voos ilimitados entre os dois países, desde que haja espaço nos aeroportos.

Latam pisa no acelerador

Finalmente em 2017 o mercado de aviação comercial voltou a crescer no Brasil. Foi registrado um aumento (RPK) de 3% no mercado nacional e 4% no mercado internacional de 2016 para 2017. É nesse cenário que a Latam resolveu "colocar o pé no acelerador" e começou a anunciar várias novas rotas para a filial brasileira. Por enquanto temos Boston, Las Vegas (sazonal), Tel Aviv, Lisboa, Roma, Munique, Tucumán, Bariloche (sazonal) e Santa Cruz de La Sierra.

Parcerias
Com a implementação dos céus abertos entre o Brasil e os EUA, a Latam poderá finalmente implementar uma Joint Venture com a American Airlines. Nesse acordo, as duas companhias dividem os custos e os lucros de todos os voos entre o Brasil e os EUA operados pela American e Latam
Na Europa, a Latam Brasil reforçou o compartilhamento de voos com a British Airways e a Iberia. Porém os voos em code-share com a Lufthansa (antiga principal parceira na Europa) agora parecem estar limitados à voos dentro da Europa.
Outro movimento vem da OneWorld, que acabou de cria a "Oneworld Connect": uma plataforma para ampliar a aliança. Agora companhias aéreas que não fazem parte da OneWorld podem, através da Oneworld Connect, oferecer benefícios que só existiam para companhias que fazem parte da mesma aliança como acumulo e utilização de pontos/milhas, benefícios dos status Emerald, Sapphire e Ruby, check-in único até o destino final, entre outros.

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