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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Participação no mercado em 2021

O ano de 2021 mostrou cenários bem diferentes para o mercado doméstico e internacional. Enquanto o mercado doméstico mostrou forte recuperação, chegando cada vez mais próximo dos níveis pré-pandemia, o mercado internacional patinou, sofrendo com a demanda inconstante, fechamento e abertura de fronteiras e novas variantes do COVID-19.
O mercado doméstico apresentou crescimento de 44% em relação ao ano passado, ainda cerca de 30% menos do que o registrado em 2019, considerando apenas voos regulares. Já o mercado internacional apresentou queda de 20% e uma redução de quase 80% quando comparado ao ano de 2019. A diferença entre os dois mercado também refletiu a taxa de ocupação média das aeronaves, que enquanto no mercado doméstico ficou em 81%, no mercado internacional ficou em 56%.


Participação no mercado 2021 (apenas voos regulares)
Empresa Bilhões de passageiros (RPK) Ocupação Média Participação no mercado Crescimento 2021x2020 Crescimento 2021x2019
Mercado nacional
Latam Brasil 23,51 80% 34,70% 45% -30%
Azul 22,64 80% 33,42% 75% -1%
Gol 21,07 82% 31,10% 20% -42%
VoePass 0,24 62% 0,35% 38% -16%
outras 0,29 65% 0,43% 1447% 145%
Total 67,75 81% 100% 44% -30%
Mercado internacional
Latam Brasil 4,15 63% 13,12% -45% -86%
Tap 3,84 52% 12,14% 6% -70%
Air France/KLM 3,80 50% 12,01% -5% -67%
Copa 2,67 80% 8,44% 93% -53%
Grupo Lufthansa 2,20 59% 6,96% -17% -69%
American Airlines 2,14 49% 6,77% -5% -76%
United 2,14 51% 6,77% 3% -66%
Qatar 2,02 46% 6,39% 87% -16%
Azul 1,33 72% 4,20% -45% -81%
Emirates 1,32 50% 4,17% -47% -80%
Aeromexico 1,02 66% 3,22% 40% -28%
Latam Airlines 0,90 71% 2,85% -14% -77%
Gol 0,11 79% 0,35% -91% -98%
outras 3,99 54% 12,61% -45% -85%
Total 31,63 56% 100% -20% -78%


Latam Brasil: Latam, que vinha perdendo mercado desde 2013 e apresentou o pior desempenho no primeiro ano da crise do COVID-19, conseguiu virar o jogo em 2021. Segundo a companhia, a recuperação judicial permitiu a Latam reduzir os seus custos para patamares inferiores ao período pré-pandemia, possibilitando a empresa de realizar voos regionais antes inviáveis. A partir de julho de 2021 a Latam passou a liderar o mercado doméstico e permaneceu na liderança até o final do ano, fechando 2021 como a líder desse mercado, depois de cinco anos em segundo lugar.
Para o mercado internacional a Latam substituiu o A350 pelo Boeing 787-9. Durante a maior parte do ano a demanda internacional ficou estagnada devido a COVID-19. Porém a partir de outubro a Latam começou a aumentar consideravelmente a sua oferta. Mesmo assim a Latam fechou 2021 com queda de 45% no mercado internacional em relação ao ano anterior, perdendo participação em todos os mercados: EUA, Europa e América Latina.

Azul: Azul foi novamente a companhia aérea que mais cresceu no mercado doméstico e permaneceu na liderança entre março e junho. Apesar de ter sido ultrapassada pela Latam a partir de julho, a Azul foi a companhia que apresentou a melhor recuperação da crise do COVID-19. A Azul se aproveitou de sua malha regional e da Azul Conecta para alimentar os seus voos e recuperar praticamente toda a sua demanda doméstica, fechando 2021 com apenas 1% de queda em relação ao período pré-pandemia. 
Já no mercado internacional, a Azul se destacou por conseguir uma boa ocupação média em suas aeronaves apesar da crise e conseguiu aumentar bastante a demanda de março até julho. Mesmo assim a empresa ainda está longe de chegar no patamar pré-pandemia. Embora tenha perdido participação nos voos para os EUA, a Azul conseguiu manter estável a sua participação nos voos para Europa.

Gol: Na liderança desde 2016, a Gol foi ultrapassada pelas concorrentes Latam e Azul, passando para a terceira posição no mercado doméstico. Um dos problemas enfrentados pela companhia em 2021 foi uma desastrada migração para a plataforma Sabre, a partir de agosto, que gerou meses de transtornos, sistemas fora do ar e reclamações de passageiros e agências de viagens. Durante o ano de 2021 a Gol só ficou na liderança no mês de fevereiro. A companhia teve uma perda de mercado grande no mês de abril e nos meses de agosto e setembro, conseguindo uma recuperação apenas no mês de dezembro. Para esse ano e o próximo a estratégia da Gol é acelerar a substituição dos Boeing 737NG por Boeing 737 MAX. Em dezembro a empresa também finalmente começou a retomar os seus voos internacionais, os primeiros destinos foram Punta Cana, Montevidéu e Cancun.

Companhias estrangeiras: Como consequência do COVID-19 as companhias aéreas estrangeiras que voam para o Brasil ainda estão sendo bastante afetadas, havendo muita troca de posições no ranking devido às restrições impostas pela pandemia. Nos voos para os EUA e Canadá as companhias brasileiras perderam mercado, enquanto a American e a United empataram na liderança. Nos voos para Europa a Tap ficou na liderança, com o Grupo Air France-KLM logo em seguida. Já nos voos para América Latina a Copa e a Aeromexico foram as maiores beneficiadas e ampliaram as suas participações. A Latam perdeu a liderança para a Copa, que chegou perto de 50% da demanda. Já a Aeromexico ficou em terceiro lugar.







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