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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Delta renova a frota com aeronaves antigas


Quando se pensa em grandes companhias aéreas como a Delta - a segunda maior companhia aérea dos EUA - espera-se que ela compre aeronaves novas, que são mais eficientes, econômicas e dotadas das últimas tecnologias. Porém a Delta optou arrendar 88 Boeing 717-200 com idade média de 11 anos e pelo menos 14 MD-90 com idade média de 13 anos. Mas ao contrário do que parece, a Delta optou modelos mais antigos justamente para reduzir custos. Apesar do maior consumo de combustível e de maiores custos de manutenção, a Delta estima que economizou pelo menos US$ 1 bilhão por ter adquirido os Boeing 717 e MD-90 ao invés de aeronaves novas, o que torna o custo por assento quase 10% mais baixo do que o de um Boeing 737.
Os Boeing 717 vem da companhia AirTran, que foi comprada pela Southwest Airlines. A Southwest é uma empresa de baixo custo, que opera somente com aeronaves Boeing 737. Como a Southwest queria se "livrar" dos Boeing 717, a Delta acabou pagando muito barato. E uma situação semelhante ocorre com os MD-90, onde as companhias aéreas geralmente querem "se livrar" de um modelo que já saiu de linha e foi fabricado por uma empresa absorvida pela Boeing há vários anos.
Outra vantagem para a Delta é a escala. O Boeing 717, MD-90 e MD-80 são todos derivados do DC-9, ou seja, são aeronaves da mesma família. Com as aquisições, a empresa irá operar quase 300 unidades de Boeing 717, MD-80/90 e DC-9. Os Boeing 717 e MD-90 serão usados para substituir aeronaves regionais de 50 assentos. A Delta pretende retirar de operação cerca de 60 aeronaves Bombardier CRJ-200.
Não há consenso sobre quando um avião fica velho demais para operar. Além da idade da aeronaves, é importante também os ciclos: número de pousos e decolagens que aeronave já fez. Segundo a FAA um avião pode voar por mais de 30 anos, desde que tenha boa manutenção e que a operadora siga todas as orientações do fabricante e das autoridades, que exigem mais inspeções e reparos à medida que a aeronave envelhece. No entanto também há desvantagens em operar aeronaves mais antigas. A idade média da frota da Delta é de 16,8 anos anos contra 14,7 da American Airlines, 13,3 da United e 12,4 da US Airways. Além disso as suas concorrentes operam com menos modelos de aeronaves, visando reduzir os custos e se beneficiar da economia de combustível dos modelos mais novos.
A Delta também pretende renovar a frota regional com aeronaves novas. A companhia anunciou recentemente a compra de 40 novos Bombardier CRJ-900, com opção para mais 30 unidades.
E a companhia também encomendou aeronaves novas de maior porte: 100 aeronaves Boeing 737-900ER. Porém, apesar de novas, estas não são da versão mais nova da família Boeing 737, os 737MAX. Mais uma vez a vantagem é que eles são mais baratos. Os 737-900ER irão substituir os Boeing 757, Boeing 767 e Airbus A320 mais antigos.
Outra medida inusitada para controlar custos foi a compra de uma refinaria de petróleo. Assim a Delta pode controlar o seu custo mais volátil: o combustível.
E no final das contas a estratégia da Delta parece estar dando certo: a companhia teve lucro pelo terceiro ano consecutivo e deverá reduzir a sua dívida líquida de US$ 17 bilhões para US$ 10 bilhões.

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