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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Participação no mercado 2025

Em 2025 o mercado internacional manteve o ritmo de crescimento do ano anterior, enquanto o mercado doméstico voltou a crescer com mais força. Enquanto no ano passado ambos já haviam alcançado patamar semelhante ao observado antes da pandemia do Covid-19, em 2025 os dois mercados ultrapassaram os valores de 2019. 

Participação no mercado 2025 (apenas voos regulares)
Empresa Bilhões de passageiros (RPK) Ocupação Média Participação no mercado Crescimento 2025x2024 Crescimento 2025x2019
Mercado nacional
Latam Brasil 44,14 84% 40,84% 14% 32%
Gol 32,64 84% 30,20% 13% -10%
Azul 31,25 83% 28,91% 10% 37%
VoePass 0,05 76% 0,05% -86% -82%
Total 108,07 84% 100% 12% 12%
Mercado internacional
Latam Brasil 31,70 88% 18,89% 7% 6%
Tap 15,55 86% 9,27% 7% 21%
Air France/KLM 12,43 91% 7,41% 10% 8%
Grupo Lufthansa 11,01 91% 6,56% 101% 56%
Azul 9,93 86% 5,92% 37% 39%
Grupo IAG 8,62 90% 5,14% 14% 29%
American Airlines 7,87 89% 4,69% 3% -13%
Latam Airlines 7,22 85% 4,30% 36% 85%
United 6,36 84% 3,79% -1% 1%
Copa 6,34 88% 3,78% 10% 11%
Gol 6,16 83% 3,67% 40% 13%
Qatar 5,48 90% 3,26% 18% 128%
outras 39,08 79% 23,30% 25% 46%
Total 167,75 86% 100% 15% 16%

Latam Brasil: A Latam Brasil seguiu como líder do mercado doméstico e aumentou ligeiramente a sua vantagem em relação as rivais. Para esse mercado a companhia investiu na renovação do interior de parte da frota de Airbus A319, que seguirá operando por mais tempo na empresa. Até então o A319 têm sido usado para abrir novas rotas em cidades secundárias, como foi o caso em 2025 de Fernando de Noronha, Bonito, Dourados, entre outras. Com objetivo de manter a liderança nesse mercado e seguir abrindo mais rotas regionais, a Latam Brasil anunciou a encomenda de 24 Embraer E195-E2. Para os passageiros a companhia anunciou a implementação de WiFi em todas as aeronaves da frota, ainda sem previsão para a conclusão.
Já no mercado internacional a Latam Brasil perdeu participação, caindo de 20,3% para 18,9%, que foi parcialmente compensado pelo aumento da participação das demais filais do grupo nos voos para o Brasil. No consolidado o grupo Latam alcançou participação de 23,2% nos voos internacionais no Brasil. Mesmo assim a Latam Brasil aumentou a oferta de voos nesse mercado, com mais voos para a Argentina, incluindo o inicio da rota São Paulo - Córdoba, voos sazonais entre Fortaleza e Lisboa e aumento das frequências para Orlando, Los Angeles, Johanesburgo, Lisboa, Madrid, Milão e Roma. Já as demais filiais do grupo aumentaram a presença no Brasil, com o inicio de novos voos como Brasília - Santiago, Recife - Santiago e Curitiba - Lima, enquanto a Latam Colombia assumiu a rota São Paulo - Bogotá. Apesar do aumento das frequências, a maior parte das concorrentes aumentou ainda mais a oferta de assentos. Para o próximo ano a Latam Brasil anunciou o inicio dos voos para Amsterdam, Bruxelas e Cidade do Cabo e a introdução de uma Classe Econômica Premium dedicada em voos de longa distância.


Gol: Gol foi a única que ainda não recuperou a demanda observada antes da pandemia do Covid-19, porém a companhia conseguiu reverter a queda do ano passado e em 2025 apresentou crescimento ligeiramente superior ao mercado, o que manteve sua participação praticamente estável. O ano de 2025 foi marcado pela saída do processo de recuperação judicial (Chapter 11), que ocorreu em junho. A partir de julho da companhia aumentou de forma mais agressiva a oferta de assentos e iniciou uma modesta recuperação na participação de mercado. Além disso a Gol foi positivamente impactada pela desaceleração do crescimento da Azul, após essa entrar com um pedido de recuperação judicial (Chapter 11). Diferente do ano passado em que a frota encolheu, em 2025 a Gol voltou a expandir a frota com o recebimentos de novos Boeing 737MAX e a reativação de aeronaves que estavam paradas. 
No mercado internacional a Gol seguiu com crescimento acelerado, apresentando o maior crescimento entre as companhias aéreas brasileiras. O maior foco no mercado internacional já faz parte da estratégia da empresa há alguns anos e ganhou ainda mais força após a criação do Grupo Abra, que tem como principal parceira a Avianca. A companhia iniciou voos para novos destinos internacionais como Caracas, São José, Aruba e Cancun, embora muitos deles tenham sido alterados ou cancelados posteriormente. Além disso a Gol reforçou sua presença na Argentina, o seu maior mercado internacional. 


Azul: Em maio de 2025 a Azul se tornou a terceira e a última das grandes companhias aéreas brasileiras a entrar com um pedido de recuperação judicial (Chapter 11), devido principalmente a deterioração da situação financeira após a pandemia do Covid-19. O inicio da reestruturação levou a uma desaceleração forte do crescimento que a companhia vinha apresentando nos últimos anos. Em 2025 a Azul fechou o ano como a companhia que menos cresceu entre as três principais e perdeu participação no mercado doméstico. Por outro lado a Azul foi a que mais apresentou crescimento das três em relação a 2019. No mercado doméstico a Azul reduziu o número de cidades atendidas e ajustou o serviço de bordo, com objetivo de melhorar a rentabilidade. 
No mercado internacional a companhia reverteu a queda do ano passado e apresentou um crescimento superior ao dobro da média desse mercado. Para seguir com a sua expansão internacional a Azul iniciou voos para Madri e aumentou os voos para Portugal, incluindo o inicio da rota Recife - Porto. Entretanto a companhia têm enfrentado dificuldades para expandir sua frota wide-body e recorreu ao wet leasing de aeronaves da EuroAtlantic, o que gerou reclamações dos passageiros pelo fato dessas aeronaves oferecerem um produto inferior. No final do ano a Azul anunciou o fim dos voos para Paris devido a baixa lucratividade dessa rota.


Companhias estrangeiras: No mercado Brasil - EUA a Latam assumiu a liderança pela primeira vez, ultrapassando por poucos décimos a tradicional líder American Airlines. A Azul também se destacou nesse mercado, ganhando cerca de dois pontos percentuais. Já no mercado Brasil - Europa o destaque foi para o Grupo Lufthansa, que começou a ameaçar a Air France-KLM após incorporar a ITA. Nos voos entre Brasil e América Latina a Latam Brasil voltou a liderar o mercado, enquanto a Copa seguiu perdendo participação. O grupo Abra apresentou aumento de participação, alcançando 26% em conjunto, enquanto o grupo Latam ficou com 34%. Se a compra da Sky for concretizada, o grupo Abra aumenta a sua fatia nesse mercado para 33%.



Quem liderou o mercado por RPK?

  • Brasil - Argentina: Gol (31%)
  • Brasil - Bolívia: BOA (68%)
  • Brasil - Chile: Latam (65%)
  • Brasil - Colômbia: Avianca (75%)
  • Brasil - Paraguai: Latam (56%)
  • Brasil - Peru: Latam (86%)
  • Brasil - Uruguai: Latam (41%)
  • Brasil - México: Aeromexico (47%)
  • Brasil - Flórida, EUA: Latam (32%)
  • Brasil - Portugal: Tap (71%)
  • Brasil - Espanha: Iberia (34%)
  • Brasil - França: Air France (73%)
  • Brasil - Itália: ITA (54%)
  • Brasil - Alemanha: Lufthansa (60%)
  • Brasil - Reino Unido: British Airways (60%)
  • Brasil - África do Sul: Latam (57%)

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